A região de Nova Friburgo, inicialmente conhecida como “Morro Queimado”, fazia parte de Cantagalo. Seu desbravamento data de meados do Século XVIII, quando os primeiros faiscadores, subindo pelo “Sertão do Cantagalo”, foram em busca de ouro e pedras preciosas nos inúmeros rios da região. Entretanto, foi o Rei D. João VI que, ao autorizar o estabelecimento de uma colônia de suíços neste “vasto Reino do Brasil”, em 1818, deu seu próprio nome à paróquia que se criava e que passou a chamar-se São João Baptista de Nova Friburgo.

A vila de Nova Friburgo foi criada em 1820, pelo Alvará de 03 de janeiro daquele ano, com a instalação dada em 17 de abril do mesmo ano, assentando-se cerca de 260 famílias suíças nas Áreas próximas à confluência dos Rios Cônego com Santo Antônio à margem direita do rio Bengalas, fato que tornou Nova Friburgo a primeira e única cidade criada a partir de um decreto real.
Importante figura da cidade, António Clemente Pinto, primeiro barão com grandeza de Nova Friburgo, foi um proprietário rural luso-brasileiro. Construiu o atual prédio do Palácio do Catete, sua residência na capital e o Chalé do Parque São Clemente, que se tornou a sua residência de campo em Nova Friburgo. Por sua iniciativa, implantou o primeiro ramal da Ferrovia de Cantagalo. Após sua morte, seus filhos prosseguiram com o projeto ferroviário, ligando Porto das Caixas até Niterói e depois até Cantagalo, passando por Nova Friburgo.

Nova Friburgo foi elevada à categoria de cidade em 1890 e, desde então, vem adquirindo funções e títulos como Suíça Brasileira, Capital da moda íntima, Coração do Estado (pois se localiza na praça Getúlio Vargas o centro geodésico do Rio de Janeiro) e Cidade Real, o mais novo título de Nova Friburgo.

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